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02/05/2014

Cabo Espichel


A monumentalidade do mar e das falésias é esmagadora.

Ontem foi dia de passeio, o marido foi trabalhar mas chegou cedo e por isso lá rumamos nós num passeio até ao cabo de Espichel. Situa-se perto da vila de Sesimbra, é delimitado pelo oceano Atlântico e na sua extremidade vislumbra-se a fantástica Baía dos Lagosteiros.
                 

No cabo Espichel podemos encontrar: o Santuário de Nossa Senhora da Pedra Mua (Igreja da Nossa Senhora do Cabo), Ermida da Memória, Casa dos Círios, Terreiro no Cabo Espichel, Cruzeiro, Casa da Água e Aqueduto no Cabo. Perto daqui também se encontram outros vestígios arqueológicos e pegadas de dinossauros.
      
A ermida foi construída no século XIV e à sua volta foram crescendo algumas casa e posteriormente as casas para receber os peregrinos. Mais tarde foram então construídas ashospedarias (chamadas Casa dos Círios) e também haviam lojas. Hoje claramente ao abandono fechadas e só existe uma loja de artesanato.
A lenda deste lugar remonta ao século XIII, onde um homem diz ter visto uma grande luz a brilhar sobre o cabo. Ao aproximar-se viu Nossa Senhora em cima de uma mula. O local foi muito popular entre os peregrinos.  A igreja está de costas para o cabo e está rodeada da chamada casa do Círios. No início do santuário encontra-se o cruzeiro. Do lado direito encontra-se a Ermida da Memória com azulejos em tons de azul mas muito degradados.
Para os curiosos, aqui vos deixo uma ligação sobre a história mais completa da lenda do cabo:www.lendarium.org/narrative/lenda-da-nossa-senhora-do-cabo-espichel/?tag=864
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Fora do espaço do santuário ainda podemos ver a Casa do Aqueduto e o Aqueduto do Cabo Espichel, rodeados de uma magnífica paisagem em tons de verde, salpicada por tons de amarelos, lilases, brancos e rosas.

Por perto, para os apreciadores da natureza, podemos visitar as pegadas dos dinossauros, percorrer os vários trilhos pedestres que se encontram assinalados ao longo da serra. Logo ao lado o farol do Cabo. E podemos também  ir até à vila de Sesimbra, onde podemos ver o castelo e a magnífica praia.


Existem também cruzeiros realizados ao cabo de Espichel, para visitar algumas grutas que existem por ali (Conhecidas: gruta do Meio, gruta da Garganta, gruta da Contenda).  




05/04/2014

Por cá e por lá... Alentejo

O fim de semana passado foi de passeio, ainda que não estivesse muito bom tempo para tal. Fui aproveitar uma das prendas de aniversário. Uma estadia numa quinta em pleno monte alentejano.

Começamos o passeio com uma ida ao castelo de Montemor-o-Novo. O Castelo de Montemor-o-Novo é o recinto original da Vila medieval de Montemor-o-Novo. Conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques. D. Sancho I concedeu-lhe o 1.º Foral em 1203. A muralha terá sido reconstruída no reinado de D. Dinis. Nos séculos XIII e XIV administrava as freguesias urbanas todas com sede no interior do castelo: Sta. Maria do Bispo, Sta Maria da Vila, S. João e S. Tiago.


Progressivamente abandonado pela população a partir do Séc. XV; o Castelo conserva hoje importantes testemunhos da história medieval e moderna de Montemor-o-Novo: troços da muralha, Paço dos Alcaides, Igreja de Santiago, Igreja de S. João, Igreja de S. Maria do Bispo, Torre do Relógio, Porta da Vila, Torre e porta do Anjo, Torre da Má Hora, Convento da Saudação, entre outros.
Depois fomos até à quinta onde ficamos alojados, quinta das Ameias, um espaço rural, muito agradável para relaxar com vários recantos e com uma decoração algures entre o rústico e peças especiais, como uma tapeçaria pendurada no hall de entrada.

Jantamos no restaurante A Ribeira, ainda que o tempo de espera tenha sido longo e de estarmos com muita fome, valeu a espera. Um espaço familiar, aconchegante e com um pessoal deveras engraçado e divertido. Deixo-vos o link para que possam ver algumas fotos do espaço: http://www.igogo.pt/restaurante-a-ribeira-2/

No dia seguinte, com um tempo nublado e chuvoso fomos até Évora, passeamos pela cidade, indo inevitavelmente ao templo de Diana.

Depois de almoço e já debaixo de chuva fizemos uma visita à capela do Ossos, um lugar um bocado sinistro, uma sala inteira construída com ossos de pessoas. 

Acabamos a visita à cidade numa loja gourmet chamada Divinus Gourmet, tendo vários produtos regionais: queijos, enchidos, licores, vinhos, doçaria... e podia ficar aqui ainda mais um pouco a enumerar as coisas boas que por lá se encontram e se provam.

Para finalizar visitamos alguns dos recintos megalíticos da zona, o cromeleque dos Almendres e a anta.


Um fim de semana em grande e cheio de coisas boas!



17/08/2013

A aldeia... férias

Por estes dias não tenho publicado nada, e há mais de um mês que o blog não era actualizado. Férias, dois casamentos pelo meio e foi muito que fazer, mas o ritmo está a voltar à normalidade e por cá estou eu!

A ida à aldeia é das coisas que mais gosto, o tempo por lá é vagaroso, podemos apreciar as coisas como elas são, sem pressas, ouvir e ver coisas que por cá não podemos. Ora o céu nocturno é espectacular, ouvem-se toda a espécie de pássaros, sente-se já o aroma das uvas, vê-se o milho verde com as espigas quase prontas a colher e ao fim da tarde sente-se o cheiro da terra molhada depois das regas das hortas.

Não fosse pelo tempo que esteve embrulhado dos dias, tínhamos ido mais vezes ao rio, aproveitar enquanto podemos, porque em breve, vai desaparecer, vem mais uma nova barragem, as árvores já foram cortadas e não há sombras. A água essa continua fresquinha!


O rio Teixeira este ano até areia tinha!


O Vouga continua como sempre...


O Barco, como é chamado esta praia fluvial, já não é o que era, mas ainda lá continua, por isso há que aproveitar!

17/06/2013

O começo...

O porquê de começar um blog? Existem tantos, cheios de receitas, ideias, sugestões e com muitos mais conteúdos que este. A diferença? Este é o meu cantinho, algo que escolhi fazer como um novo projecto neste ano.

Pretendo falar de um pouco de tudo, dos meus livros, das minhas aventuras pela cozinha, das minhas ideias de (des)organização :), as minhas viagens, passeios, experiências. Vivo e trabalho perto da grande cidade, não é algo que goste, mas é algo de que necessito. Todos temos o nosso cantinho do coração.  O meu cantinho favorito, para onde gostaria de fugir por vezes, fica longe, e de lá tenho as memórias doces das amoras, da água do rio, do cheiro do forno de lenha, dos livros lidos perto da lareira, do pão de milho, das pinhas e dos pinhões, dos rebanhos, da erva verde acabada de cortar, do calor do verão. 

Aqui vos deixo um vislumbre do tal cantinho, para onde em breve vou passear... e aqui fica o começo deste blog, das novas aventuras...