27/05/2015

4. Leituras de Fevereiro: Um milionário em Lisboa de José Rodrigues dos Santos


Nome: Um Milionário em Lisboa
Autor: José Rodrigues dos Santos
Ano: 2013
Editora: Gradiva
Páginas: 665

Sinopse: Baseado em acontecimentos verídicos, Um Milionário em Lisboa conclui a espantosa história iniciada em O Homem de Constantinopla e transporta-nos no percurso da vida do arménio que mudou o mundo - confirmando José Rodrigues dos Santos como um dos maiores narradores da literatura contemporânea. 
Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência uma beldade núbil, dedica-se à arte e torna-se o maior coleccionador do seu tempo. 
Mas o destino interveio. 
O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução:
Lisboa.

O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o.
Críticas de imprensa
«Um estilo de escrita prodigiosamente poético e melódico que enfeitiça o leitor.»
Literaturzirkel Belletristik, Alemanha



O livro: A capa apresenta-nos um homem de costas num miradouro, a olhar para o casario e diria mesmo o de Lisboa.

Temas: amor, guerra, procura pela beleza, descoberta pessoal.

Género/público: romance, suspense.

Personagens favoritas: Krikor, por não ter desistido da procura do seu grande amor perdido.

Escrita: cativante, descritiva e emocionante.

História: Este segundo livro veio completar a história de Kaloust e dar-nos a conhecer Krikor, uma personagem que eu pensei que ia viver na sombra do seu pai mas que me cativou desde a sua fuga e o início da busca pela sua amada. Já o seu pai adquire neste livro o charme e o carisma que vieram com a idade e com o seu trato no mundo dos negócios.

A escrita é como sempre muito descritiva, a vida de estudante de Krikor, a maneira como se apaixona e como foge para a Arménia, novamente a descrição dos acontecimentos aqui é exaustiva. Conhecemos os hábitos das famílias arménias cristãs, da convivência e da perseguição religiosa de que ainda são vítimas. Para colmatar todos estes acontecimentos caímos no cenário da segunda guerra mundial que afecta irremediavelmente a vida da família Sarkisian.

Este livro penso ser mais dramático que o primeiro, vemos Krikor amadurecer e sofrer como nunca sofreu. Assistimos à velhice que afecta o casal Sarkisian, a chegada da morte de mansinho que leva primeiro a mãe e depois Kaloust.

Vemos como Kaloust acaba por se fixar em Lisboa já que a nossa cidade se assemelha em muito à sua amada Constantinopla. E vemos através de Krikor, respondida a questão que atormentava Kaloust desde cedo sobre o que seria a beleza.

Este livro foi a conclusão suave da vida atribulada do patriarca Sarkisian, a história de Krikor veio trazer um pouco do romance e histórias de amor a que estamos habituados já nos livros de José Rodrigues dos Santos.

Citações favoritas:  
"É melhor ter más notícias do que notícias nenhumas."
"Prefiro enfrentar a realidade mais dura a viver na ilusão mais enganadora. A incerteza é insuportável."
"A arte é para ser fruída, não para ser esquecida."

Período de Leitura: 13 a 17 de Fevereiro

Nota: 5 estrelas


26/05/2015

3. Leituras de Fevereiro: O homem de Constantinopla



Nome: O Homem de Constantinopla
Autor: José Rodrigues dos Santos
Ano: 2013
Editora: Gradiva
Páginas: 501


Sinopse:
O Império Otomano desmorona-se e a minoria arménia é perseguida. Apanhada na voragem dos acontecimentos, a família Sarkisian refugia-se em Constantinopla. Apesar da tragédia que o rodeia, o pequeno Kaloust deixa-se encantar pela grande capital imperial e é ao atravessar o Bósforo que pela primeira vez formula a pergunta que havia de o perseguir a vida inteira:
“O que é a beleza?”

Cruzou-se com a mesma interrogação no rosto níveo da tímida Nunuphar, nos traços coloridos e vigorosos das telas de Rembrandt e na arquitectura complexa do traiçoeiro mundo dos negócios, arrastando-o para uma busca que fez dele o maior coleccionador de arte do seu tempo.
Mas Kaloust foi mais longe do que isso.

Tornou-se o homem mais rico do planeta.

Inspirado em factos reais, O Homem de Constantinopla reproduz a extraordinária vida do misterioso arménio que mudou o mundo – e consagra definitivamente José Rodrigues dos Santos como autor maior das letras portuguesas e um dos grandes escritores contemporâneos. 

 http://www.wook.pt/ficha/o-homem-de-constantinopla/a/id/15236375



O livro: O livro apresenta-nos na capa a vista de um homem num cais, com várias embarcações e os edifícios ao longe mostram-nos uma cidade, um pouco semelhante com Lisboa.

Temas: a procura da beleza, negócios do petróleo, perseguições religiosas.

Género/público: thriller, drama e romance

Personagens favoritas: Kaloust, pela tenacidade, empenho e dedicação.

Escrita: envolvente, descritiva e dramática.


HistóriaOs livros do José Rodrigues dos Santos para mim são momentos de aprendizagem, de viagem e de reflexão. Pelo menos, aqueles que não envolvem Tomás Noronha, que esses ainda não li todos e honestamente não sei ainda se os vou ler.

Este livro? Fala-nos de uma personagem muito discreta da história de um homem que muito contribuiu para a cultura em Portugal, Kaloust Gulbenkian, e de uma forma ou de outra todos já ouvimos falar um pouco deste senhor.

A história não é a real, não se tratam de factos, mas trata-se de um romance, cheio de aventuras, acontecimentos infelizes e finais surpreendentes. Este é o primeiro livro da saga de Kaloust, retrata a sua infância, juventude e vida adulta e todos os acontecimentos que fazem dele, um dos homens mais ricos do planeta.

A acção começa na Turquia, passa por Inglaterra, França e acaba em Portugal… será a busca pela resposta à eterna questão o que é a beleza? Será a descrição de como se torna tão rico e influente? Retrata algum tipo de perseguição e a consequente destruição do império otomano? Todas estas questões serão respondidas neste e no outro livro dedicado à segunda parte da vida de Kaloust. Como? Através de uma escrita envolvente, que nos transporta através de descrições vívidas aos locais, às pessoas, à história…

O contexto? As perseguições religiosas no império otomano aos arménios pelos turcos. Mais tarde o interesse de Kaloust pelo petróleo e os consequentes interesses económicos que daí resultam. A primeira guerra mundial e a tomada de posições/interesses.

A personagem principal: Kaloust não nos aparece como a personagem perfeita, desde cedo começamos a notar a sua ambição, o interesse por coisas caras e uma moral não tão irrepreensível como aparenta, já que vive quase uma vida dupla tanto a nível familiar como nos negócios. Kaloust é astuto nos negócios, não fixa residência para não pagar impostos e investe num negócio que poucos sabem ser o futuro do planeta: o petróleo. É ainda dotado de uma estranha noção de moral, usando como desculpa e alegando questões médicas, envolve-se com jovens de tenra idade, com o pretexto de manter a juventude.

Para além desta ambição desmedida, Kaloust procura responder a uma questão essencial que o atormenta, o que é a beleza? Vemos ao longo da narrativa, o autor adquirir belas obras de arte, que para ele transmitem a noção de belo e particular, no entanto, não respondem totalmente ao conceito da sua procura e vemos esta questão transposta para o segundo volume da sua história.

E é assim que através de uma narrativa intensamente descritiva que o autor nos transporta por acontecimentos históricos e locais simbólicos e nos cativa fortemente à leitura de mais um dos seus romances.

Citações favoritas: “O que é a beleza?”, deixo este excerto porque compreendemos através da leitura do livro que é subjectivo, a busca pela beleza depende de cada um de nós e das nossas experiências.

"Nenhum ser humano esquece o dia em que o pai morreu. Dizem que é o momento em que nos tornamos adultos e o futuro nos é confiado como a chave de uma mansão de que somos enfim herdeiros."

"A beleza está evidente nos objectos, nas suas formas e no seu conteúdo, na respectiva harmonia e qualidades intrínsecas, mas o facto é que uma coisa não pode ser bela sem alguém que a contemple e a ache bela."

"É por efeito da verdade que a arte se associa ao bem", sublinhou Sir Kenneth. "É como se beleza, bondade e verdade fossem os três vértices do mesmo triângulo."
  
Período de Leitura: 9 a 12 de Fevereiro

Nota: 5 estrelas

25/05/2015

Hambúrguer à Portuguesa

Esta receita não tem ciência nenhuma. É só fazer os hambúrgueres (ou comprar feitos) e  cozinhar e ficamos com uma refeição fácil, saborosa para comer logo ou levar para o trabalho!



Receita hambúrgueres caseiros

1 kg de carne moída 
1 pacote de sopa de cebola
1 dente de alho picado
Pão ralado (ou miolo de pão embebido num pouco de leite)
Salsa picada a gosto
Sal e pimenta q.b.

Modo de fazer
Junte todos os ingredientes, com a mãos até obter uma mistura homogénea. Estender esta mistura até obter a espessura desejada e cortar os hambúrgueres com um molde. Cá por casa usei uma tigela dos aperitivos que tem o tamanho pretendido. Ir repetindo até acabar o preparado.

A receita
Ora depois de preparados os hambúrgueres vamos então à preparação para servir no prato! Estes foram grelhados com um pouco de azeite e manteiga na chapa. Coloquei dois dentes de alho esmagados e um pouco de louro. E pronto! Nada mais fácil do que isto. Acompanhei de salada e arroz branco.
Bom apetite! 

A mala da Maternidade


Com o aproximar da data esta é uma das preocupações que temos, após várias leituras em blogs e depois de preparar uma infinidade de listas, soube que o hospital providencia uma lista daquilo que devemos e podemos levar. A mala deve ser dividida entre a mãe, o bebé e o pai (sim o pai).

O hospital para onde vou pede uma mala para o bloco de partos (pequena com o essencial para mãe e bebé) e depois uma mala para o internamento para a mãe e bebé, ou seja, são basicamente 3 malas! Para ele comprei a malinha da Mustela, onde colocarei a roupa. Os produtos, as toalhas e mantas  levo na minha por ser maior. E também, depois do parto seremos nós a gerir a parte do vestir, lavar e tratar do bebé. 


Para o bebé:

·  6 mudas de roupa separadas em saquinhos (devidamente identificadas por dias);
·  4 pares de meias, gorros, luvas e algumas roupas mais quentes;
·  2 mantas pequenas fofas e aconchegantes;
·  3 fraldas de algodão pequenas (para apoio do bebé)
·  Fraldas descartáveis
·  Toalhitas
·  Cremes (banho, hidratante e assaduras)
·  Chucha.


Aqui deixo as fotos dos conjuntos que preparei

Para a Mãe:

De acordo com a enfermeira que nos está a dar o curso de preparação para o parto, devemos levar os seguintes itens:

- todos os  exames médicos + caderneta grávida

Roupa: 3 camisas de dormir ou pijama com abertura à frente (para amamentar)
- 1 robe
- uns chinelos de quarto e uns de piscina para o banho
- 2 ou 3 soutiens de amamentação
- 2 toalhas de banho e toalhas pequenas turcas para as idas ao wc
- 1 embalagem de discos para o peito
- 1 embalagem de cuecas descartáveis ou cuecas de algodão (pelo menos 6)
- 1 (ou 2) embalagens de pensos higiénicos bem grandes e bem absorventes
- Roupa para voltar para casa (o pai pode levar no dia da saída)


Aqui deixo as fotos das minhas 3 camisas de dormir e robe

Adicionei à lista:
·  Telemóvel e Ipad;
·  Internet, o meu kanguru não pode faltar e respectivos carregadores;
·  Máquina fotográfica (se bem que o telemóvel tem uma muito boa máquina).


Para o pai:

- 1 garrafa de água
- 1 pacote de bolachas
- 1 embalagem de toalhitas e lenços de papel
- máquina fotográfica/câmara de filmar e telemóvel

Alguns sites têm listas muito completas e com fotografias para exemplificar ou mesmo dar ideias quando estamos com falta delas, deixo em baixo alguns links:



Para já este são os meus preparativos para a mala da maternidade. Ainda não guardei as coisas nas malas mas já está tudo preparado e dividido para sairmos em caso de necessidade.


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10/05/2015

Ameijoas cá de Casa

Quando chega o calor apetecem, assim, umas comidas leves e uns petiscos. Apetecem aqueles lanches ajantarados, no quintal à sombra do guarda-sol.

Este petisco já foi feito cá por casa há uns meses, mas as publicações pelo blog andam atrasadas e confesso que há pouca vontade de escrever.

Mas com este calor e sendo domingo cá deixo esta receita rápida, fácil e saborosa!



Ingredientes:

1kg de ameijoas 
2 cebola grandes
4 dentes de alho
coentros
sal 
azeite
pimenta
250 ml vinho branco

Preparação:

Descascar e lavar as cebolas. Cortar às rodelas e levar a alourar em lume brando com o azeite e os dentes de alho. 

Lavar bem as ameijoas (as nossas eram frescas, oferta do vizinho pescador!) e juntar à cebola e ao azeite. Adicionar o sal, pimenta, o vinho branco e por fim os coentros. 

Deixar levantar fervura e depois cozinhar por 15 minutos. Apagar o lume e tapar a panela.

Nada mais simples e muito saboroso! Aquele molho depois com pão é de comer e chorar por mais!

Bom apetite!

02/05/2015

2. Leituras de Fevereiro: A vida num Sopro, José Rodrigues dos Santos

A vida num Sopro, José Rodrigues dos Santos

Título: A Vida Num Sopro
Autor: José Rodrigues dos Santos
Páginas: 616
Editora: Gradiva Publicações

Sinopse:
Portugal, anos 30.
Salazar acabou de ascender ao poder e, com mão de ferro, vai impondo a ordem no país. Portugal muda de vida. As contas públicas são equilibradas, Beatriz Costa anima o Parque Mayer, a PVDE cala a oposição.
Luís é um estudante idealista que se cruza no liceu de Bragança com os olhos cor de mel de Amélia. O amor entre os dois vai, porém, ser duramente posto à prova por três acontecimentos que os ultrapassam: a oposição da mãe da rapariga, um assassinato inesperado e a guerra civil de Espanha.
Através da história de uma paixão que desafia os valores tradicionais do Portugal conservador, este fascinante romance transporta-nos ao fogo dos anos em que se forjou o Estado Novo.
Com A vida num sopro, José Rodrigues dos Santos traz o grande romance de volta às letras portuguesas.

Críticas de imprensa:
"Um estilo literário prodigiosamente poético e melódico" - Literaturzirkel Belletristik, Alemanha
"Com uma escrita clara e escorreita, mantém o leitor colado à história" - Corriere della Sera, Itália
"José Rodrigues dos Santos fascina e informa, ao mesmo tempo que entretém" - Shelf Awareness, Estados Unidos
"Para ler com prazer" - El Correo Gallego, Espanha
"Escrito com bom humor e uma erudição que resultam numa linguagem fluida" - Bravo, Brasil
"O português dos Santos escreveu de facto um grande romance" - Bild am Sonntag, Alemanha
"Um thriller histórico refrescante" - Kirkus Reviews, Estados Unidos
"Um romance misterioso e atraente" - Il Messagero di Roma, Itália

http://www.wook.pt/ficha/a-vida-num-sopro/a/id/221254



O livro: A capa mostra-nos uma estação de comboio, uma figura feminina esguia, uma bruma misteriosa.

Temas: destino, amor, regime e história.  

Género/público: thriller, romance

Personagens favoritas: Luís pela coragem, pela luta e pelas decisões que toma para dar rumo à sua vida.

Escrita: como em todos os livros do autor, a escrita é envolvente, as descrições minuciosas, o que revela um grande trabalho de investigação sobre os locais e o período em questão.

História: Passei momentos hilariantes com este livro, a linguagem, as descrições por várias vezes colocaram-me expressões estranhas e sorrisos na cara mas também fiquei triste com o final. É certo que é um romance, que as personagens são fictícias, mas ilustra certamente muitas realidades da época retratada. É um livro agridoce, doce pelo romance, pela descrição, e amargo, pelo final, pela descrição exacta de que o excesso de poder nem sempre é acompanhado pelo sentimento de justiça.

A história pode dividir-se em duas partes, a vida de Luís antes do amor e depois de ter perdido e reencontrado esse amor. Numa primeira parte acompanhamos o jovem Luís no colégio, o seu primeiro enamoramento por Amélia. Aqui assistimos a uma descrição da vida no colégio, das convenções sociais da época. O apresentar-se na casa da amada, adorei esta cena e desde logo detestei aquela mãe, certamente, eu já desconfiava que ela seria a grande vilã deste livro…

Numa segunda parte ficamos a conhecer o Luís adulto, mas marcado pela sua grande paixão de juventude. E eis que o acaso os junta novamente, para viverem um amor impossível.
Não vou contar mais nem falar mais sobre este livro, devo dizer que para o percebermos temos mesmo de o ler, eu li-o quase de seguida, fiquei presa a esta história, senti-me levada para aquela trama, senti, comentei e receei tal como os personagens, a tão famosa e muitas vezes injusta PVDE.

Devo dizer que é um livro que não podemos passar sem o ler um dia e por isso convido-vos a fazer o mesmo.

Citações favoritas:  não sublinhei nenhuma frase deste livro.

Período de Leitura: 3 a 6 Fevereiro


Nota: 5 estrelas

30/04/2015

A 4ª, 5ª e 6º consultas… e o que aí vem!





Estas consultas tiveram 15 dias entre elas, isto porque, como não ganhei peso (perdi 1 kg desde que engravidei) e andava a dormir muito mal, - tenho noites em que durmo até à uma e depois fico a olhar para o tecto, - a médica queria ver a evolução do peso, que não foi nenhuma.

Durante este mês e meio cheguei às 29 semanas, mantenho o peso, tenho sintomas novos: azia, dor de costas, dor na perna (disseram ser dor ciática), insónias… estar grávida não é nada fácil. E pelo meio constipei-me, ando a chá de mel e limão e pareço um bebé a dormir as sestas quase todos os dias!

O bebé tem mexido muito, ele já reconhece a minha voz e a do pai e gosta de música sendo que responde bem a este estímulo.  E eu aos poucos vou lavando, passando e arrumando a roupa dele nas gavetas.

A decoração do quarto está atrasada, pois temos de dar um arranjo nas paredes e fazer uma pintura, fazem-se ainda umas compras aqui e ali, e claro que por vezes não se resiste e trazemos coisas que nem precisamos só porque são giras!

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15/04/2015

A segunda ecografia




A segunda ecografia foi aquela que nos permitiu respirar, o nosso bebé é saudável! Está tudo bem com ele e o médico tranquilizou-nos.

Aqui sim já ficamos descansados e decidimos anunciar ao mundo a chegada do nosso menino! Pois um menino! Eu pensei sempre que fosse uma menina, mas pronto a previsão do calendário chinês até bateu certa!

Ele não se mostrou nada envergonhado, acho que mesmo que não percebesse nada do que me mostravam iria notar no monitor, porque foi a primeira coisa que se viu… mas estava envergonhado e não deixou ver a cara.

De acordo com o site: Mãe me quer durante o exame, o especialista irá:
·         Estudar a anatomia dos órgãos internos e do esqueleto.
·         Estudar a anatomia do coração e das estruturas cerebrais.
·         Medir o perímetro cefálico e o comprimento dos membros.
·     Avaliar o estado da placenta e do cordão umbilical, garantido que ambos os sistemas estão a funcionar da forma esperada e que o bebé recebe devidamente os nutrientes e o oxigénio de que necessita para se desenvolver.
·         Determinar o sexo do bebé. Como o bebé se mexe vigorosamente durante este período, deverá ter esperança que ele se coloque numa posição favorável para observação, caso pretenda saber o seu sexo. Se não for esta a sua vontade, deverá comunicá-lo ao especialista antes de iniciar o exame.
·        Fazer o rastreio do risco de parto pré-termo (nascimento prematuro) através da medição do colo do útero.
·   Fazer o rastreio de pré-eclâmpsia (complicação caracterizada pela tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina ou de retenção de líquidos e que ocorre entre a 20ª semana da gestação e o final da primeira semana após o parto). 



Para nós o mais importante era que o nosso rebento estivesse bem e que estava tudo a correr como devido. E depois disso foi começar a saga dos nomes... 
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09/04/2015

1. Leituras de Fevereiro: Se eu ficar, Gayle Forman

E hoje é dia de escrita, de colocar o blog em dia, já tenho muitas opiniões em atraso, pois é mais fácil ler do que escrever... Espero que apreciem e que acima de tudo façam boas leituras! 

Título: Se eu ficar
Autora: Gayle Forman
Edição/reimpressão:  2014
Páginas: 216
Editora:  Editorial Presença

  

Sinopse: Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.

Naquela manhã de fevereiro, quando Mia, uma jovem de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade: permanecer junto da família, do namorado e dos amigos ou deixar tudo e ir para Nova Iorque para se dedicar à sua verdadeira paixão, a música. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem e que talvez sejam as suas últimas, Mia relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.
                                    http://www.wook.pt/ficha/se-eu-ficar/a/id/15951133




O livro: A capa não é muito original, mostra-nos uma rapariga e uma estrada rodeada de neve; não deixa de ser uma antevisão ao que se vai passar no livro.

Temas: amor, tragédia, relações familiares, conhecimento de si.

Género/público: romance, jovens adultos.

Personagens favoritas: Mia pela sua coragem.

Escrita: de levar às lágrimas, envolvente e directa, que nos leva à raiz dos nossos sentimentos. Um pequeno livro com uma grande mensagem.

História: Li este livro em duas tardes num fim-de-semana e parece que estou um pouco presa às categorias de romance e jovens adultos. O livro é pequeno mas as questões abordadas e a temática são de grande complexidade. Fala-nos sobretudo de como as pessoas lidam com a adversidade, com a morte e com a ausência daqueles que estavam mais próximos.

A protagonista da história é Mia, uma jovem de 17 anos, com uma paixão incrível por música clássica, pelo seu violino e por Adam o seu primeiro namorado. A sua vida é normal, com uma família muito carinhosa e que apoia e que parece inseparável, cada um diferente do outro mas unidos numa harmonia de amor perfeita. Num dia como tantos outros em que um forte nevão fecha as escolas e os pais não podem ir trabalhar, a vida de Mia muda irremediavelmente: um terrível acidente de carro acontece. E Mia? Tem de decidir se fica cá, órfã, ou se parte e se junta à família…

Depois do acidente em que Mia se vê fora do seu corpo, vagueando pela estrada onde aconteceu, indo na ambulância, estando depois no hospital, ela presencia os acontecimentos em torno de si como espectadora, não sente a dor física, mas está num turbilhão de emoções, mas determinada em decidir o seu futuro. Mia vê-se visitada por parentes, amigos e Adam o seu namorado. E é ele quem vai desempenhar um papel fundamental na recuperação de Mia, lembrando-lhe o quanto ela gosta de música clássica e o quanto queria tocar violoncelo.

Este livro tocou-me pela simplicidade, pela complexidade dos sentimentos e por reconhecer a dor da personagem, é um livro agridoce, o celebrar por se salvar uma vida e dor por outras três terem partido por causa de um acidente estúpido.

Por incrível que pareça a personagem de quem gostei mais foi a do avô, porque ele tendo já vivido a sua vida, sabe sem ser por razões egoístas, que Mia tem mais razões para partir do que ficar. Ele sabe que a vida dela caso acorde, será repleta de dor, saudade e pela terrível questão: E se… e por isso e um dos momentos mais marcantes do livro, foi aquele avô mesmo tendo perdido o filho, nora e neto ser capaz de lhe dizer que ela podia partir se assim o quisesse porque ele compreenderia. E foi aqui que me “debulhei” em lágrimas. Mesmo agora a escrever isto, isto a rever as palavras do livro, fico assim meia comovida.

Para além deste momento marcante existem outros como as memórias de Mia, que ela vai revivendo, da sua família, dos seus pais, da mudança do seu pai de roqueiro inveterado a responsável pai de família. Do seu adorado irmão que não a larga e da sua doce relação com a mãe. Da sua paixão pela música e como o dia do acidente ficou marcado por aquela música clássica que não deixou de tocar. Adam é a âncora que a mantém presa à vida, mas será suficiente para a salvar da tempestade em que ela está? Eu estava desesperadamente a lutar para que ela decidisse ficar, tantos os avós, Kim a sua amiga e Adam já tinham perdido tanto, seria justo perderem ainda mais?

Um romance sobre como renascer, como uma fénix das cinzas, do emergir dos escombros e da dor. Mia emerge, marcada, diferente, mas uma guerreira que travou uma batalha com a pior inimiga: a morte e sobreviveu para contar a sua história.

Citações favoritas: "Morrer é fácil, viver é difícil."
"Eu não estou certa de que este é o mundo a que eu pertenço mais. Eu não estou certa de querer acordar."

Período de Leitura: 7 e 8 Fevereiro


Nota: 5 estrelas

06/04/2015

Os primeiros movimentos na barriga… e os soluços


A pouco e pouco os movimentos começam a fazer-se notar! Primeiro começou como um tremelique ocasional na parte de baixo da barriga, como se fosse um músculo a tremer. Primeiro nem temos a certeza que é a ervilha que se está a mexer. E por muitas vezes que chamasse o marido ele diz que não sentia nada…

Foi a partir da vigésima semana que as coisas começaram a ser mais animadas, sinto-me como um aquário em que um peixinho, por vezes, desliza sobre as minhas “paredes” e me faz cócegas, sim porque a primeira vez parecem cócegas, as outras vezes já são saltinhos… mas a 26 de Fevereiro foram soluços que colocaram a minha barriga aos saltos… foi tão giro de se ver…


O doppler lá nos vai dando, como este momentos, outros momentos de diversão, porque por vezes se torna difícil apanhar a ervilha… se bem que já descobrimos que o sítio preferido é do lado direito, quase juntos à bexiga… descobri porque vou tantas vezes ao wc... e agora só queremos laranjas e coisas salgadas... 
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A saga das roupas de grávida: parte II


Pois a saga da roupa lá continua… o que vale é que me chegaram cá a casa mais duas saias (e eu que gosto tanto… agora só uso saias!) e uma calças de uma amiga, ex-grávida e que já teve bebé. As minhas calças já nem as posso vestir sem estar completamente desabotoada,  as partes de cima estão todas bem, esticam por isso com uma echarpe ou um colar lá vou eu contente. O meu casaco de Inverno creme tb ainda abotoa… e também não vou comprar mais nenhum este ano.

Andei a cuscar os sites online, existem dois do UK muito giros: ASOS e Maternity (este último um pouco inflacionado pois a duquesa de Cambridge vestiu algumas peças deles). Mas depois pensei, é um risco… as medidas mesmo com mede aqui, mede ali, não são as mesmas. As despesas com envio e devolução são à minha conta…. Tentei encontrar uma solução mais económica.

A Primark tem alguma, mas pouca roupa, um vestido preto (não gosto muito de preto), três tipos de t-shirt e leggins (que também não aprecio muito), A PreNatal também tem muita roupa, mas digamos que não é assim muito barata, se bem que tem muita qualidade e de facto é confortável.  Fui lá espreitar as calças de ganga, as minhas amigas eternas, mas eles têm cores claras e eu gosto de cores escuras… a perder já a esperança a Vertbaudet está em promoção!!! Encontrei lá calças de ganga entre 24,90 e 29,90 euros!!! Pois faz diferença as da C&A que gostei custavam 49,90 euros e magoavam-me na barriga, mesmo o número acima. As encomendas que fiz devem estar a chegar!

A La Redoute também tem opções muito interessantes e só não encomendei lá porque a Vertbaudet oferecia uma prenda de boas vindas (já a pensar no bebé) e os portes de envio nas duas encomendas.

Assim já tenho para grávida:
2 saias de ganga (C&A)
1 saia bombazina cinza (C&A)
1 calças sarja pretas (H&M)
2 calças de ganga (Vertbaudet), umas corte normal e outras slim (comprei 1 número acima do meu e ver se não me arrependo, para além de estar mais confortável as calças têm um elástico que por dentro se ajusta na cintura, para não caírem)
2 vestidos manga comprida (PreNatal)
1 vestido antes/depois de manga comprida (Vertbaudet)
1 vestido verão antes/depois especial amamentação (Vertbaudet)
2 camisolas algodão/tecido frescas de manga comprida
1 t-shirt grávida/amamentação

As minhas camisolas de Inverno são básicas que combino com casaco abertos ou echarpes, por isso e agora para os primeiros meses estão perfeitas. Não quero ser daquelas grávidas que adoptam o fato de treino e as t-shirts como indumentária favorita… Agora já ando a pensar nas indumentárias para levar para o hospital… quero pijamas (que não pareçam pijamas e que sejam confortáveis), uns chinelitos e um robe se bem que no verão não devo precisar muito.
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