11/10/2022

Nova Iorque num minuto, Kate Spencer (Opinião)

Título: Nova Iorque num minuto

Autor: Kate Spencer

Edição/Reimpressão 07-2022 

Editor: Edições Asa 

 Páginas: 352 

Período de Leitura: 23 a 25 de Setembro

Sinopse: Francesca Doyle está seminua numa das linhas de metro mais movimentadas de Nova Iorque. Ah, e acabou de perder o emprego. E não, não é um pesadelo. É mesmo realidade. Pode dizer-se que está a ter a pior manhã da sua vida. Até que um atraente estranho a salva ao dar-lhe um casaco Gucci para se tapar e tentar recuperar alguma dignidade. 

É sem dúvida um gesto bonito mas ela só quer esquecer a humilhação e seguir em frente com a sua vida. Mas alguém posta o momento na internet, e de repente Franny e o Sexy de Fato são sensações virais. Parece que toda a cidade está a torcer para que aquele encontro digno de comédia romântica se transforme em amor verdadeiro. Todos exceto o suposto casal.

Franny e Hayes não podiam ser uma combinação mais desastrosa. Ela é extravagante, tagarela e criativa. Ele é sério, tímido e vive para os números. No entanto, Nova Iorque parece não conseguir mantê-los afastados. Quando um encontro de sexta-feira à noite os leva a passarem quarenta e oito horas juntos, Franny e Hayes arriscam e deixam todos os sentimentos platónicos para trás.

Só que o mundo de Franny está prestes a ser virado do avesso (outra vez!). Conseguirá ela encontrar a coragem para confiar em si e finalmente ter a vida - e o amor - que sempre quis?

                                                                             *****

Opinião: Este livro é um chicklit típico, “boy meets girl in trouble they fell in love”. É um livro perfeito para uma tarde de preguiça, porque não é um livro com temas pesados, com conteúdos difíceis e que nos deixa a pensar na vida por uns tempos. É um romance divertido, com algumas peripécias e situações caricatas até terminar com o sempre agradável final feliz! 

A nossa heroína, Franny Doyle, está a passar o pior dia da sua vida, é despedida, fica quase nua no metro após o seu vestido favorito ficar preso na porta e é socorrida por um gentil (e sexy) desconhecido. Hayes é um tipo discreto, que não mantém relações com sexo feminino após um divórcio difícil. Estes são os elementos para o romance principal. Esta é a história principal, outra história paralela é a da família de Franny (aka Francesca o seu nome italiano), Franny descobre que tem uma meia irmã por parte do pai em Itália, pai esse que a mãe pouco ou nada menciona, mas a meia irmã contacta-a e quer estabelecer um relacionamento com ela.

O que vale à nossa heroína, é que faz parte de um grupo coeso de amigas, um trio que se entreajuda na cidade de Nova Iorque, Franny tem em Cleo, Lola quase duas irmãs quea apoiam e incentivam em tudo. A par do romance de Franny e Hayes acompanhamos o romance de Lola com a prima de Hayes, Perrine a brilhante cirurgiã que é também a sua melhor amiga e confidente !! Pois é, coincidências que vêm aguçar a nossa curiosidade para esta leitura! 

O que é certo ao longo do livro vamos ver que tanto Franny como Hayes são maus no campo dos relacionamentos, têm muitas inseguranças, não sabem o que dizer ou dizem sempre algo incorrecto no momento errado, têm problemas em confiar um no outro, tomam decisões erradas (Hayes com a influencer loira e Franny que nunca sabe o que quer…). 

Tenho a sensação que o livro se leu muito depressa, as histórias são fugazes, têm poucos detalhes e são pouco exploradas, por exemplo passado pouco tempo Perrine e Lola ficam noivas, mas quase não temos vislumbres da história de ambas (a não ser que depois a autora nos vá noutro livro contar a sua história). Não sabemos como ficou o relacionamento de Franny com Anna, eles foram a Itália? Ela veio a Nova Iorque… ficamos com a sensação de que o livro conta o básico e essencial para chegarmos ao final feliz!

Uma leitura descontraída, para uma tarde de preguiça!!!

Classificação : 4 estrelas

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A cozinha inglesa de miss Eliza, Annabel Abbs ( Opinião)

Título: A  Cozinha Inglesa de Miss Eliza

Autora:Annabel Abbs 

Edição/Reimpressão 04-2022 

Editor: Edições Asa 

Páginas: 368

Período de Leitura: 19 a 25 de Setembro

SINOPSE

Especiarias exóticas, vegetais aromáticos e frutos exuberantes… Em 1837, Londres está a transbordar de novos ingredientes que ninguém sabe usar. Tudo isso passa ao lado de Eliza, uma jovem de boas famílias que tenciona dedicar a vida a escrever poesia e a partilhá-la com o mundo. Um sonho grandioso que termina quando o seu editor lhe sugere uma mudança de rumo. Se Eliza quer ser publicada, que escreva então algo aceitável para uma menina da sua posição. Como um livro de cozinha.

Para a aspirante a poetisa, que nunca sequer cozeu um ovo, qualquer ligação a um fogão é uma afronta… até ao dia em que a situação familiar a obriga a repensar tudo e a pôr, literalmente, as mãos na massa. Depressa vai descobrir não apenas um talento, mas uma paixão. Com a ajuda da sua jovem assistente Ann Kirby, entre papel e tachos, lágrimas e gargalhadas, segredos e confissões, Eliza vai descobrir as maravilhas da gastronomia e o poder da amizade. Mas quando Ann descobre um segredo do passado dela, tudo o que conquistaram se transforma numa ameaça.

Inspirado na história real da mulher que inventou o conceito do livro de culinária moderno, este é um romance que se aprecia como a uma iguaria, saboreando as vívidas descrições, absorvendo a intriga e fruindo de toda a experiência. Um prodigioso retrato da época vitoriana e um tributo a uma das pessoas que mais influenciou a arte da culinária ocidental.


Opinião: Este livro foi uma leitura conjunta do grupo Livrólicos de Cá e de Lá e posso dizer que até agora foi das melhores leituras que fiz este ano. É um livro que homenageia os alimentos, a conjugação de sabores, texturas e a riqueza que se obtém da combinação de ingredientes. 

A personagem de Miss Eliza, é baseada em Eliza Acton, uma precursora da cozinha moderna, e que vê a culinária como se poesia fosse. No livro Eliza é retratada como uma mulher solteira que escreve poesia e escandaliza a família com a mesma. O seu sonho é ser uma autora conhecida e publicada, mas não será a poesia, de acordo com os editores, o seu caminho. Numa visita a um editor conhecido que rejeita publicar os seus poemas, é sugerido a miss Eliza que se dedique a publicar um livro de culinária. 

Ainda que inicialmente ultrajada, e sem qualquer conhecimento culinário, Eliza começa a cozinhar. Cedo sente a necessidade de uma ajudante e contrata uma rapariga local de apenas 17 para a ajudar na cozinha, Ann Kirb, esta será a sua fiel ajudante que lhe descreve as iguarias de miss Eliza de como poesia se tratasse. Será amiga, confidente e dentro da cozinha semelhantes pois aprendem juntas e confeccionam iguarias nunca antes saboreadas em cozinhas inglesas.

Durante dez anos, de 1835 a 1845 seguiremos as aventuras de ambas na cozinha,  da sociedade vitoriana daquele tempo, com as suas crenças, a sociedade patriarcal, a importância do casamento e do decoro, as dificuldades sentidas pelos pobres, a maneira como os soldados e pessoas doentes eram tratadas nos asilos. O livro dá-nos também um vislumbre da sociedade da época, da vida na grande cidade e a clara distinção entre a vivência de ricos e pobres.

Miss Eliza acabou por ser alguém que descobrimos com a leitura do livro muito fora da convenção da sociedade daquele tempo, viveu sozinha em França, teve um noivo e amante francês, teve uma filha fora do casamento, escolheu ser solteira (quando o seu casamento com um homem rico a poderia salvar a si, e a família, da potencial pobreza), fez amizade com uma criada, considerada como alguém inferior pela nobreza da época. E por isso foi tão difícil largar o livro, a cada capítulo éramos bafejados com mais uma história desconcertante, ou um comportamento inesperado, que nos fazia ver como esta personagem de aparência comum, era afinal tão única e que nos podia surpreender do início ao fim da leitura. 

Este livro é uma ficção histórica, considerado uma das melhores obras de 2021, e foi sem dúvida uma leitura que me cativou e envolveu desde o início, foi difícil cumprir as metas a que nos foram propostas no calendário de leitura pois era difícil não querer saber mais. 

Classificação : 5 estrelas

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10/10/2022

Regresso à tua pele, Luz Gabás (Opinião)


Título:  Regresso à Tua Pele

Autor: Luz Gabás

Editora: Marcador

Edição: 2014

Lançamento: Janeiro de 2019

Páginas: 448

Período de Leitura: 10 a 22 de Setembro 

Sinopse: Brianda, uma jovem engenheira, deixa uma vida agitada em Madrid para regressar temporariamente à sua casa de infância, situada numa aldeia fria e isolada nos Pirenéus. Aí algo a impele a explorar as suas raízes e a descobrir um segredo de família e um novo interesse amoroso, o enigmático Corso, que desafia o destino ao restaurar a mansão negligenciada que herdou. O mistério adensa-se quando Brianda descobre outra mulher com o mesmo nome nos arquivos da aldeia, uma mulher que viveu quatro séculos antes e desafiou convenções. 

Numa terra convulsionada por guerras, vinte e quatro mulheres foram acusadas num dos episódios mais dramáticos da história da feitiçaria espanhola. Entre elas está Brianda, que se torna um alvo e faz uma promessa ao seu verdadeiro amor, uma promessa que pode não viver para cumprir.

                                                                Fonte Imagem: Urban Sketchers


Opinião: Foi o meu romance de estreia com a autora, ainda tenho ali outro livro dela, o Palmeira na Neve, mas esta foi a primeira história que li numa leitura conjunta. O livro tem uma capa que só por si cativa, a sinopse vem claramente aguçar a nossa curiosidade para a história. É uma história que se passa em duas épocas, o presente inicialmente na cidade de Madrid e nas montanhas no norte de Espanha e nos passado no ano de 1592.

A história conta-nos a história de Brianda e Corso e de como o seu amor viveu através dos tempos até aos nossos dias… como? Através da reencarnação. Um tema pouco frequente a ser abordado em romances. Brianda no presente tem tudo o que uma jovem pode desejar, um namorado que a ama, uma casa confortável, um emprego estável e e,  teve uma promoção, mas os ataques de pânico que tem, levam a que tenha que abrandar e acaba sem trabalho, cansada da sua vida actual e a precisar de um descanso de tudo e todos, assim vê-se a caminho da casa da sua tia no norte de Espanha, onde conhece novas pessoas e histórias que vão alterar a sua vida actual.

Brianda encontra os seus familiares e também Neli, uma nova amiga (wicca) que a quer ajudar. E Brianda e  Corso reencontram-se no presente como dois estranhos que vivenciam uma atração muito forte, tão forte que Brianda começa a rejeitar o atual companheiro e Corso mais tarde também deixa a sua mulher para viver a história de amor que há muito (ou há muitas vidas atrás) partilham. 

A história de amor não vem só, é acompanhada, por uma muito triste e fatídica história, a da condenação de 24 mulheres por bruxaria. Assim, está é também de certa forma uma história de expiação, perdão e restauração da verdade pela injustiça cometida contras as mulheres.  Estas mulheres foram condenadas por bruxaria, mas a acusação surge por outros temas de interesse pessoal, de política,de desconhecimento, de algum fanatismo religioso e que no presente se revelaram acusações infundadas e fez-se justiça à memória dessas mulheres e fecha-se finalmente o ciclo da história.

Levei tempo a ler o livro pois o ritmo da narrativa é lento, com muitas personagens e acontecimentos, mas ficou muito por contar, eu fiquei curiosa com o seguinte, a amiga que Brianda faz no presente, Neli, será a reencarnação da sua criada no passado? Estas e muitas perguntas ficaram por responder.

Uma história boa para quem gosta do tema da reencarnação, um pouco de história, a vida nas cortes, o papel da mulher e da religião no século XVI, algum do contexto político que se vivia na altura. 

Classificação : 4 estrelas

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09/10/2022

A rapariga que lia no metro, Christine Féret-Fleury (Opinião)

Título: A rapariga que lia no metro

Autora: Christine Féret-Fleury

Data Publicação: 15.03.2018

Editor: Porto Editora 

Páginas: 168

Período de Leitura: 10 a 15 de Setembro 

SINOPSE

De segunda a sexta-feira, sempre à mesma hora matutina, Juliette apanha o metro em Paris. Nesse caminho diário e rotineiro para um emprego cada vez mais rotineiro, a viagem na linha seis é a única oportunidade de que Juliette dispõe para sonhar.

Aos poucos, essa necessidade espelha-se na observação dos demais passageiros, pelo menos, daqueles que leem: a velha senhora que coleciona edições raras, o ornitólogo amador, a rapariga apaixonada que chora sempre na página 247. Com curiosidade e ternura, Juliette observa-os como se, pelas suas leituras, lhes adivinhasse as paixões, e a diversidade das suas existências pudesse dar cor à sua vida, tão monótona e previsível.

Até ao dia em que, seguindo um impulso invulgar, decide descer duas estações antes da paragem habitual - e esse gesto, aparentemente inocente e aleatório, acabará por se tornar o primeiro passo de uma experiência completamente alucinante e tão perturbadora quanto a de Alice no País das Maravilhas.

Opinião: Este livro foi um presente de aniversário, chegou até mim no primeiro ano da pandemia e o curioso é que foi publicado cá no meu dia e aniversário! Para um leitor, um livro sobre livros, sobre pessoas que apreciam livros e cuja história revolve à volta deste tema é sempre bem-vindo! Só tive pena de uma coisa, a história parece um pouco rápida demais, mas esta pode ser a minha percepção por o ter apreciado tanto. 

Este livro lembrou-me de um outro que também já li, O leitor do comboio, no entanto a personagem principal do leitor do comboio lia histórias para os viajantes do metro, e neste livro a nossa personagem observa atentamente os viajantes do metro, que normalmente vão na mesma carruagem que ela, para depois lhes atribuir um livro segundo a personalidade de cada um.

Esta aventura começa quando Juliette um dia sai duas paragens mais cedo do metro no seu percurso habitual até ao seu monótono trabalho na agência imobiliária, e se encontra com todo um mundo novo, o de passadores de livros! Juliette foca-se cada vez mais em analisar as pessoas, tenta perceber as suas motivações, imagina as suas histórias e não sabe ela que vai mesmo mudar vidas! Tudo começa com um desafio lançado por Soliman, que a inicia nesta aventura, Juliette começa a dar livros aos que estão à sua volta e de certa forma isso vai mudar o rumo da vida de todos, o seu patrão, a sua colega, a compradora de um apartamento que se pensava não conseguir vender…

O problema do livro? A escrita é muito boa mas a história passa num ápice, gostaria de ter lido mais sobre Soliman, sobre a pequena Zaide e que tipo de leitora se iria tornar, sobre Leónidas, que aparece para ajudar Juliette na sua missão de passar livros e organizar o armazém de livros de Soliman, a mãe da pequena Zaide.

Muito ficou por contar, mas pode ser que o intuito da autora fosse esse, o de deixar que o leitor criasse, à semelhança de Juliette, a sua própria história para cada um dos personagens!

Um leitura que sem dúvida recomendo!


Excertos favoritos:

“Sempre gostara de cheirar os livros, de os farejar, sobretudo quando os comprava em segunda mão – os livros novos também tinham odores diferentes consoante o papel e a cola utilizados, mas ficavam mudos em relação às mãos que os haviam segurado, às casas que os haviam abrigado; ainda não tinham história, uma história bem diferente daquela que contavam, uma história paralela, difusa, secreta. ”, página 1

“Falava dos livros como de seres vivos – velhos amigos, temíveis adversários por vezes, alguns a fazer figura de adolescentes provocadores e outros, de velhas senhoras a bordarem tapeçarias junto à lareira. Segundo ele, havia nas bibliotecas sábios rabugentos e mulheres apaixonadas, fúrias descontroladas, assassinos em potência, magros rapazes de papel que estendiam a mão a rapariguinhas frágeis cuja beleza se decompunha à medida que iam mudando as palavras para as descrever. Alguns livros eram cavalos fogosos, indomados, que nos levam num galope desenfreado, agarrados, de qualquer maneira, às suas crinas. Outros, barcos que vogavam pacificamente nos lagos, em noites de lua cheia. Outros ainda, prisões.”, pág 73

Classificação : 4 estrelas

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O apartamento de Paris, Kelly Bowen (Opinião)

Título : O apartamento de Paris

Autora: Kelly Bowen 

Edição/Reimpressão 07-2022 

Editor: Bertrand Editora 

Páginas: 368

Período de Leitura: 1 a 6 de Setembro 

SINOPSE

Uma história belíssima sobre a paixão, a intriga e a coragem durante a hora mais negra do mundo e a batalha de uma mulher para desvendar a verdade mais de meio século depois.

Paris, 1940: As tropas nazis podem ter ocupado Paris, a cidade do amor, mas a glamorosa Estelle Allard brilha num mundo alheio às agruras da guerra. Porém, quando assiste impotente ao desaparecimento dos seus amigos e conhecidos, promete a si própria tudo fazer para ajudar à derrota dos alemães. Custe o que custar. Ao mesmo tempo que combate o inimigo que pretende destruir tudo o que lhe é mais precioso, Estelle não pode adivinhar que as suas ações se estenderão até às gerações seguintes...

Paris, 2017: Quando Aurelia Leclaire obtém por herança um faustoso apartamento em Paris - que se revela uma cápsula no tempo intacta desde a Segunda Guerra Mundial -, fica chocada ao descobrir aquilo que parece ser um passado de segredos da sua avó, incluindo uma surpreendente coleção de obras de arte e vestidos de alta-costura. Uma pintura obscura, em particular, levá-la-á até Gabriel Seymour, um avaliador e restaurador de obras de arte que tem ele próprio o seu passado misterioso... Juntos, tentarão descobrir a verdade que se esconde no interior das paredes do apartamento de Paris.

A 75 anos de distância, sob a luz de uma Paris ameaçada e de uma Paris resplandecente, tanto Estelle quanto Lia terão de convocar toda a coragem para enfrentar os perigos de um mundo ameaçado, e em mudança, influenciando diretamente o curso da história - e o futuro da sua família - para sempre.


Opinião: Este é um livro que se lê num ápice. É um livro que me surpreendeu. E fala de um tema que é abordado superficialmente nos livros desta temática, o roubo de obras de arte aquando da ocupação nazi. 

É também um livro passado em duas épocas, o presente em que uma jovem rapariga tenta descobrir o passado da sua avó, teme que está tenha sido uma colaboracionista nazi e o passado em que assistimos à ação paralela e que explicará à jovem a história da sua destemida avó. Esta trabalhava como espia para a resistência francesa, no entanto aos olhos dos nazis não passava por uma colaboracionista fútil e superficial que cantava bem e trocava jóias por favores e nem lhe passava pela cabeça que ela albergava fugitivos, escondia arte e tentava salvar também judeus.

Alternando os capítulos entre o presente em que a neta Lia tenta desvendar a história do apartamento da avó cheio de arte, e ainda por cima de extremo valor, em que descobre que Gabriel o perito em pintura, é também alguém a quem a história diz respeito e que se vai a pouco e pouco interessando cada vez mais por ele. E claro o passado, o exuberante hotel Ritz, onde a avó de Lia, Estelle e Sophie a tia-avó de Gabriel vêm a sua vida entrelaçada na teia e rede de espionagem. Sophie acaba por desempenhar um papel fulcral para descobrir os códigos da nova máquina de comunicação alemã, dica essa que sabemos foi recolhida e reportada por Estelle.

Ambas as mulheres tiveram um papel fundamental para o esforço de guerra, não combateram a guerra física, mas assumiram riscos, missões e tiraram informação vital para combaterem o exército alemão e descobrirem os estratagemas e planos do mesmo.

Este é uma leitura que recomendo, não contém violência e situações que sejam chocantes, é um livro ligeiro que enfoca a II Guerra Mundial e o papel essencial de alguns homens e mulheres no garante de segurança de pessoas, valores e alguns objectos de arte. Boas leituras !

Classificação : 4 estrelas

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