28/09/2014

Leituras de Agosto: Uma casa na Grécia, Rosie Thomas

Hoje bem cedo deixo-vos mais uma opinião das minhas leituras, já nos livros das férias de Agosto. Ainda faltam mais umas quantas... leio mais rápido que o que escrevo e depois dá nisto!

Título: Uma Casa na Grécia
Autor: Rosie Thomas
Editora: Saída de Emergência

Número de Páginas: 352

Publicado em: 2009


Sinopse
Escapando à devastação de um terramoto, Cary chega à ilha grega de Halemni e dá de caras consigo própria. Ou antes Olivia, cuja semelhança é assustadora. Nesta nova vida Cary começa por encontrar a felicidade que nunca tivera. Não desde o dia em que a sua vida mudara. Agora libertara-se de tudo o que a relacionava com o passado. Estava tudo enterrado nas profundezas do terramoto. Ia começar de novo. 
Olivia, por outro lado, era uma mulher acomodada. Depois de vários anos a viajar encontrara finalmente um lugar a que podia chamar "lar". A vida na ilha e a hospitalidade eram acolhedoras mas agora algo se tornara diferente. Seria pela chegada desta desconhecida? Havia alguma coisa estranha e desconfortável nesta mulher. 
Quem é Cary? Qual o seu passado? Porque se sente Olivia tão desconfortável na sua companhia? Olivia tenta controlar-se, mas não consegue deixar de sentir que a sua vida está a ser roubada. 
Uma luta entre duas mulheres por uma vida, e apenas uma pode vencer.
http://www.wook.pt/ficha/uma-casa-na-grecia/a/id/1459768

Excertos
“Estava morta e parecia-lhe agora mais viva do que alguma vez estivera.”
“A alquimia de Kitty era perturbadora. Podia vir de lado nenhum e não trazer nada com ela, e contudo parecia capaz de exercer influências para lá do que era razoável.”
“A paixão não segue regras sociais.”
“As aparências iludem. É possível mudar a forma como parecemos, mas não quem somos.”

Opinião:

Passei muitas vezes por este livro no OLX até decidir comprá-lo. E de certa forma arrependi-me. O livro vale pela descrição, pelo local, mas a história em si não me convenceu.

Cary depois de viver uma vida confortável e pensar que na iria mudar a sua rotina vê a sua vida virada de pernas para o ar depois de o marido ter conhecido outra pessoa.

Cary parte com uma amiga para Branc na Turquia em busca de descanso e também para tomada de decisões. O que vai ela fazer com a vida dela? Tudo mudou. Ela passa a vida entre o quarto e a praia do hotel. Vê os dias a decorrer e não tem vontade de sair, de se aventurar. E quando se aventura num passeio de barco com um habitante local é quando algo muito inesperado acontece, um terramoto que a vai atirar para um pequeno povoado grego numa ilha perdida...

O terramoto deixou uma onda de devastação na pequena ilha, e levou aos poucos habitantes uma sobrevivente de quem pouco ou nada sabiam. Olivia uma residente local, uma das únicas não gregas, acolhe-a no seio da sua família em Halemni. E Cary muda de identidade, apresenta-se como Kitty, não revela nada da sua vida passada, do facto de o seu marido Peter a ter deixado por uma mulher mais nova.

Olivia identifica-se com Kitty, sendo também inglesa e tendo deixado a sua vida de fotógrafa itinerante para viver com Xan naquela ilha idílica. Olivia à semelhança de Kitty mudou a sua vida anterior, deixou as suas viagens e dedicou-se somente a Xan e aos seus filhos.

Kitty simboliza para Olivia a sua vida anterior, e leva-a a questionar-se sobre se teria ou não feito a escolha certa de assumir esta vida, as tradições e até a sogra grega que não a suporta. E Kitty encontra a vida que quer para si, o lugar de Olívia, naquela ilha, como mãe e mulher. E claro daqui nasce o ciúme, a desconfiança a necessidade de “eliminar” a erva daninha intrusa naquele jardim do paraíso. Olivia sente que Kitty lhe que roubar a família, o velho amigo e até mesmo o seu irmão, que mesmo sendo casado, se envolve com Kitty.

Olivia chega ao ponto de ficar doente de tanto lutar contra Kitty, ela sente verdadeiramente que à medida que Kitty se ambienta ela perde as forças e não quer a sua presença. Kitty quer tanto o lugar de Olivia que chega a tentar matá-la, mas arrepende-se e toma a decisão de abandonar a ilha. Vai como chega sem nada e nós ficamos sem saber o que lhe acontece depois… esta parte para mim foi confusa, uma vez que não percebi bem se afinal Kitty era uma pessoa de verdade ou um fantasma, mas depois penso como é que ela fantasma poderia interagir com as pessoas da ilha. E afinal para onde foi? Fique a matutar nesta pergunta, não gosto muito de livros com este final em aberto, sem pistas ou indícios do que poderá acontecer ou do que tenha acontecido.

Uma leitura para ocupar o tempo e sem grandes atribulações...


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